Pobres, Obesos e Doentes: é a economia, «estúpido»

Levei para a TV uma conta de supermercado com produtos básicos, nem um de boa qualidade (gourmet ou biológico). Um exercíco que quem governa terá deixado de fazer. A maioria dos portugueses, incluindo a «classe média» não tem dinheiro para comer fruta, peixe fresco e legumes com regularidade.

Uma sociedade pode escolher em que gasta dinheiro: por exemplo, em salários, educação e espaços livres que permitem às pessoas ter uma vida saudável ou a tratar diabéticos, 1 milhão e meio em Portugal, que consomem em medicação e tratamentos o equivalente a 20% do total do orçamento do Serviço Nacional de Saúde. Do ponto de vista do PIB ele cresce na mesma, quer se gaste em comida boa quer se gaste em medicamentos, a qualidade de vida associada a ambos é que é muito distinta. Num caso aposta-se no futuro, em salários, cresce-se bem, no outro cresce-se destruindo, consumindo a saúde das pessoas e os recursos do país em algo que não aumenta a riqueza da sociedade.

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One thought on “Pobres, Obesos e Doentes: é a economia, «estúpido»

  1. Raquel “carne de primeira”? O que a raquel quer dizer é a criação de animais de forma ética e sustentável. Veja o documentário Food S.A que logo vai perceber o que quero dizer.

    Em relação ás suas contas apresentadas no programa da rtp3 devo dizer que a raquel não tinha jeito nenhum para ser pobre. Um pobre não pode dar-se ao luxo de comer tanto numa refeição mesmo comida fabricada para animais. Vou-lhe dizer o que os supermercados andaram a publicitar inclusive chegou haver programas na tv dedicados neste tema e hoje existe inclusive associações apoiadas por bancos que fabricam esta ideia. Uma vez mais não vou falar em nomes. É fácil dar com esta gente.

    Eles andaram a vender ás pessoas que é possível fazer uma refeição completa por 2 ou mesmo 3 euros para toda a familia. Há inclusive associações que promovem junto de pessoas desempregadas, pobres e ciganos (não digo com má intensão é mesmo verdade) que as ensinam a comprar produtos nos supermercados. Agora imagine o que estes senhores ensinam a comprar. Produtos com alto teor calorico, produtos industrializados e produtos com muitos açucares.

    A raquel imagine que é pobre. É pobre, eu disse pobre não disse burra. Imagine. Imagine que lhe chamam para ensinar a comprar a sua alimentação. Seja a raquel uma doutorada desempregada ou uma cigana. Acha admissivel que associações que têm o objetivo de ajudar pessoas desempregadas na procura de trabalho ou outras que a ensinem a comprar a sua alimentação? Eu penso que nós aprendemos a comprar com os nossos erros, com amigos e familiares. O que estas associações apoiadas por bancos querem é dar a ilosão de culpa nas pessoas e de alguma forma que elas acreditem que podem popar e dessa forma pensem que ficam melhor financeiramente. Pergunto-me se a nível de saúde compensará. Pelo que diz o ministério da saúde parece-me que não.

    Estas associações sem vergonha em vez de tentar explicar ás pessoas que todos temos obrigação de ser politicos activos, ou seja, participar na vida publica através do voto, do associativismo… enfim… perferem enganar as pessoas.

    Continuo a ser da opinião que o problema do País é a inércia da maior parte da população na comunidade. Penso que as pessoas numa forma geral culpam-se por não encontrarem trabalho e por não terem condições para dar uma vida digna aos seus filhos e a elas próprias. As pessoas não se sentem integradas nem compreendem onde vivem e que também têm direitos porque sempre viveram na pobreza com obrigações… E por isso penso que são as pessoas como a Raquel e outras individualidades que têm o poder de despertar estas consciencias. Através de simbolos que elas se reconhecem como a Raquel fez neste programa e aos poucos dando umas luzes. É vergonhoso assistirmos a um ministério da saúde incompetente. É vergonhoso assistir a um homem que é alto comissário da ONU ao sair deixa mais miséria quando entrou. E sabe porquê? Porque estas pessoas são figuras obdientes não servem para dar auxilio a nada. Eles apenas têm compromissos politicos naquelas áreas. É este mundo que tem de acabar. Com democracia e civismo.

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