Ao Serviço da Dívida

Não há nenhum medo da direita face a um governo de esquerda porque este iria significar menos austeridade. Porque o dito governo de esquerda não acabará com a austeridade, se seguir o que até aqui tem sido apresentado como o centro das negociações. Há um medo do PSD e do CDS terem menos acesso ao aparelho de Estado e quem os apoia sabe que aí está a maior fonte de recursos, seja pela dívida seja pelos lugares de admnistração intermédia e de topo que determinam em grande medida os contratos de sub contratações. Há uma disputa em curso que diz respeito aos partidos que vão ter mais influência na gestão do aparelho de Estado e do Orçamento e isso motiva a oposição que tem levantado de tantos que reclamam que deve ser este ou aquele partido a tomar posso. Essa disputada pelo aparelho de Estado não se distingue pelo combate ou não às politicas de austeridade uma vez que quer o tratado orçamental quer o serviço da dívida foram deixados de lado por todos os partidos eleitos para o Parlamento. E esse é talvez o mais duro lamento que há a fazer. Em vez de reduzir-se a politica a esquerda e direita – uma forma superficial de abordar diferenças de fundo que têm a ver com a origem dos rendimentos (salário, juro, lucro, renda) -, devia-se perguntar quem no Parlamento está disposto a fazer uma moratória e auditoria à dívida. Se andamos a pagar não era essencial saber a quem andamos a pagar e o quê?

 

 

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