A minha pátria é a humanidade

A pátria é o lugar que escolhemos para lutar pela humanidade, penso que foi Brecht, dramaturgo alemão, refugiado em fuga à guerra, que o disse. Eu sou muito portuguesa. Cada vez mais: gosto da língua de vogais mudas, da luz, das tascas, do cheiro dos tojos dos pinhais da minha infância, de oregãos e hortelã da ribeira, como miolos com laranja e cabeça de peixe, gosto da serenidade do Alentejo e da imponência dos socalcos do Douro, do pragmatismo dos camponeses do Oeste e da contida alegria dos intelectuais com quem partilho este “ser português”. Mas a minha pátria é a humanidade. Como tudo na vida o acolhimento dos refugiados tem que ser feito de forma decente, em segurança , com condições. Mas voltar-lhes as costas é desistirmos da humanidade.

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