Nos esgotos da produção “competitiva”

O que não falta em tempos de crise são pequenos patrões a tentarem de tudo, incluindo utilizar as suas economias pessoais, ajuda da família, etc., para sobreviverem e, do outro lado, patrões, no privado e no público – veja-se o que se passa com os sistemas de saúde públicos – , que deixam degradadar a produção até ao limite para aumentar as taxas de lucro, vulgo “aumentar a competitividade”: deitam o leite fora para evitar a queda de preços, param a reparação de navios, não porque não precisamos de navios (com o comércio mundial nunca precisámos tanto) mas para evitar a queda nas taxas médias de lucro, que são muito mais elevadas se o dinheiro for, por exemplo, investido em títulos da dívida pública. Hoje visitei um dos estaleiros mais importantes do Mediterrâneo – Neorion. Passam por aqui as mercadorias vindas de todo o mundo, incluindo do canal do Suez, da Ásia e Médio Oriente. Pediram-me os trabalhadores para visitar “the toilette of ergati”, a casa de banho dos trabalhadores. Deixo as imagens falarem por si…

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