Para onde vai Portugal?

Para onde vai Portugal? pelo advogado e poeta José Vigário Silva.
«Para onde vai Portugal? constitui uma análise, com dados, da situação social dos portugueses, onde não falta a crise da PT; o caso do BES; o caso BPN, a Troika; o PIB; as pensões de reforma, os salários, a família, a descapitalização da Segurança Social, a transferência de dinheiros públicos para as empresas da saúde privadas,… Mas também abre horizontes: temos um milhão e trezentos mil licenciados, muitos milhares de doutorados, boas estradas, portos e aeroportos… e uma grande capacidade para reagir. “É preciso avisar toda a gente”, porque, neste momento, os trabalhadores entregam mais ao Estado do que recebem dele em gastos sociais e 19 das 20 grandes empresas cotadas na Bolsa e integradas no PSI 20 têm sede na Holanda e pagam aí os impostos.
A dívida cresce porque os trabalhadores pagam cada vez mais para o Estado Social e esse valor é desviado das funções sociais do Estado para o pagamento de rendas privadas, entre elas os casos óbvios das parcerias público-privadas, do BPN, das subcontratações externas nos hospitais-empresa,…
E questiona-se a autora: “Se a riqueza de uma sociedade que tem um dos salários mais baixos da Europa e mais longas jornadas de trabalho, de acordo com a OCDE, não vai para a saúde, educação, auxílio mútuo e bem-estar na reforma, vai para onde?”
Por outro lado, afirma a autora que “Estes Governos, no plano nacional e local, actuam como uma comissão liquidatária do país que, antes de fechar portas, vende tudo o que vale alguma coisa aos Governos/empresários deste mundo que estão na fila para fazer entrar na Europa os superavits da miséria, e os mais bem posicionados são hoje alemães, chineses e angolanos”.
Para finalizar esta pequena excursão pela temática do livro, apeteceu-me recordar duas situações que me foram sugeridas da sua leitura. Por que se fala na fome das crianças e na falta de iodo, recordo que, quando fui professor da Escola Industrial da Sertã em 1971/1972, fiz escândalo, com os meus vinte e quê anos, ao levantar a questão da fome, da falta de transportes e da falta de educação física e desporto, que encontrei nos alunos. Problematizei o tema em reuniões de professores, porque, à hora de almoço, a maioria dos alunos comia um pão com qualquer coisa, porque não havia cantina, nem dinheiro para ir ao restaurante; e porque muitos alunos andavam a pé 5, 6, 7, 10 km para irem à escola, por falta de transporte público. »
O texto completo no site da UNICEPE
http://www.unicepe.pt/

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