Entrevista DN

A investigadora lançou na Feira do Livro de Lisboa o seu ensaio Para onde Vai Portugal?, onde apresenta teses polémicas, analisa números, desmonta frases feitas e inova na crítica.

O título do ensaio é um desafio?

Sim, ainda assim evitei avançar hipóteses que não me parecem muito demonstráveis e prováveis. Mas é um ensaio, ao correr da pena, tem riscos que assumi, embora tenha tido dúvidas – fui impelida por muita gente em quem confio a escrever este livro e ultrapassar esse medo de poder vir a errar em algo de fundo. Não sei de onde vem isto, talvez da minha avó Olívia, camponesa, cujo feitio doce me marcou muito – era de uma austeridade e disciplina nos comportamentos consigo mesma. Teria vergonha de dizer metade das banalidades que oiço nos media e que todos os dias a realidade contradiz.

Logo no início refere que pretende “incitar ao debate amplo na sociedade portuguesa”. Acha que os portugueses estão interessados em pensar a sua natureza?

Acho, nunca o País teve tanta gente descontente. A conquista do direito ao voto há 40 anos é hoje paradoxalmente o melhor exemplo da crise do regime – metade do País abstém-se, não porque são irresponsáveis mas porque não há ainda projetos políticos alternativos.

Entrevista completa na edição hoje em papel do DN.

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