Para onde vai Portugal?

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Queridos amigos, virtuais, menos virtuais, do peito e da alma, do debate público e da vida privada. Chega esta semana, dia 29, às livrarias o ensaio que escrevi Para onde vai Portugal? É , como imaginam, um dia muito feliz para mim, especial, porque algures achei que os dias seriam curtos para o terminar. O meu obrigada a todos aqueles que directa e indirectamente tanto me ajudaram neste ano e meio, sem os quais eu não poderia ter escrito este livro.

Este livro começa com uma questão: para onde vamos? Segue o ritmo premeditado de um ensaio, uma reflexão, sobre as prováveis saídas de desenvolvimento ou regressão social, o significado político do Estado social hoje e do pleno emprego e de como estes podem ser a alavanca de uma resposta civilizada à decadência nacional; é um ensaio também sobre as origens da baixa participação política dos mais jovens em Portugal e as propostas para enfrentar a crise atual do sindicalismo e da organização social. É ainda uma reflexão sobre relações humanas, costumes, sexo, amor, numa crítica à padronização/mercantilização quase total dos comportamentos sociais, que atingiu níveis inéditos, da alimentação à intimidade.

Nunca acreditei na esquizofrenia daqueles que advogam que o trabalho académico e a política são dois campos distintos. Não se faz ciência sem impacto e compromisso social transformador. E não se faz política ignorando a ciência, baralhando os dados, confundindo as metodologias, ao sabor dos tempos eleitorais ou das táticas partidárias. Uma sociedade que não identifica os pontos nevrálgicos dos seus dramas, porque teme as conclusões, não conseguirá sair do retrocesso histórico e está a adiar — e a agigantar — conflitos inevitáveis. Creio que há soluções, este é o eixo deste ensaio, que garantem uma produção racional de bens e serviços, o pleno emprego, o Estado social e o acesso ao lazer para todos. (…) Escrevi este livro com estas duas ideias: realismo e esperança. Não sei se consegui ter ambos. Isso só os leitores poderão avaliar.

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7 thoughts on “Para onde vai Portugal?

  1. Parabéns Professora pela pertinência dos assuntos que aborda. Essa abordagem faz falta nos tempos estranhos que vivemos.

  2. Parabéns Professora pela pertinência dos assuntos que aborda. Essa abordagem faz falta nos tempos estranhos que vivemos.

  3. Ainda não tive o prazer de ler o seu livro. Mas que desde aqui lhe dou os parabéns.
    No entanto, para onde vamos? deveria/rá ser certamente o inquietar de consciências para um povo tão monárquico como o português, isto é, temos 10 milhões de reis e rainhas, os quais não conseguem ver para além do seu protetorado.
    Acredito que estes 10 milhões de reis e rainhas foram criados pela vontade dos sucessivos governos (sendo cada vez mais visível nestes mais de 40 anos de liberdade, que se repercute nas abstenções e na miséria politica da esquerda à direita) e mídia (sendo visível por exemplo na informação vinculada e difundida/defendida no programa que participa pela ala mais à direita) – atribuo 50% de culpa a estes dois elementos.
    Os outros 50%, aos reis e rainhas portugueses, que são o espelho de uma nação e os únicos que se parassem para pensar – para onde vamos? – gritariam de dor por tão obscuro futuro.
    Não se apercebem, bem como nunca se vão aperceber, que a vontade deles junta/unida muda nações. Deixam-se ofuscar pelas palas reluzentes que ao longo destas décadas foram oferecidas pela política e pelos meios de comunicação.
    Para onde vamos? até tenho medo de pensar e pôr um pé fora do meu reino. Tudo que é símbolo de uma nação está a desvanecer EDP, PT, CTT, Águas e quiçá TAP.
    Os reis e rainhas deste pais seguem a bandeira do “sou aquilo que penso que sou, mas no fundo sei que apenas sou aquilo que os outros pensam que eu sou”, e nesta banalização vivemos.
    Futuro, para onde vamos? a quem interessa. A ninguém lamentavelmente e a caminho de sermos “achinesados” laboralmente, com todas as consequências politicas e sociais inerentes a tal facto.
    E assim num futuro incerto, os 10 milhões de reis e rainhas portugueses, serão os percursores da maior revolução laboral feita numa nação.
    Aliás, já vejo cantões espalhados por este mui nobre Portugal, com leis laborais próprias mediante a nacionalidade do acionista.

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