Liberdade

Uma reflexão sobre liberdade no Sociedade Civil que acompanho, pela importância, com uma crítica justa às minhas palavras pelo Betto della Santa​ de que eu associei a possibilidade de liberdade ao livre desenvolvimento das forças de produção capitalista (condição essencial) mas não mencionei os processos revolucionários – francesa, primavera dos povos, comuna de Paris, 1905 e 1917 na Rússia etc. – , sem os quais não é possível entender a ampliação do espectro da autodeterminação, que foi maior em 200 anos do que em toda a história prévia. Em síntese, para sair do determinismo económico, é isto: não há liberdade na escassez, entre desiguais, mas a liberdade conquista-se, politicamente, e os movimentos populares, operário, revolucionários, tiveram nessa conquista o papel central, olhando a história com uma grande lupa. A degeneração burocrática na URSS pós 1927-28 não pode eliminar o impacto emancipatório que teve em todo o mundo a revolução russa, como ninguém ousa negar, que dias estes que temos que ser tautológicos, o papel revolucionário da revolução francesa. Não existem direitos adquiridos. Existem e foram todos, direitos conquistados.

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