Queremos, Podemos e Fazemos?

Participarei a convite do Podemos de Portugal dia 13 às 16 horas num debate sobre “Temos direito de decidir o sistema económico em que queremos viver”.

Não estou vinculada a nenhum partido mas acho que os Partidos são fundamentais e que os maus exemplos não podem obliterar uma verdade – em Portugal, quem destrói a vida pública está organizado, quem sofre as consequências, está atomizado. Não sei o que será o Podemos, irei apenas e só ouvir.

Mas tenho no bolso uma esperança cheia de que um dia estarei num Partido especial, um Partido que tenha coragem de pensar o país para o transformar em vez de fazer comícios; que não tenha medo de ouvir os mais pobres, retratados como monstros pela comunicação social; que não seja obreirista, desprezando os intelectuais; que aceite pensar com seriedade e rigor a sociedade em vez de lançar chavões; que perceba que os sectores médios da sociedade não são trabalhadores privilegiados mas trabalhadores qualificados que sofrem brutalmente neste sistema económico; que reconheça que hoje as pequenas e médias empresas são detidas por empresários que têm pouco mais do que dívidas e com eles devemos dialogar, lembrando que é na grande empresa, protegida pelo Estado, que estão concentrados os lucros que fazem com que 870 pessoas neste país tenham uma riqueza equivalente a 45% do PIB; um Partido que não seja paternalista com a pobreza e defenda o pleno emprego, em vez das prestações sociais como solução para tudo e não como devia ser, uma mera resposta emergencial – precisamos de trabalho para todos, acabar com o desemprego e pôr fim à exaustão de quem trabalha e não de esmolas assistencialistas; que defenda sem medo que a dívida pública é um negócio privado e que o Estado Social e a Segurança Social são superavitários e sustentáveis; um Partido que mobilize as pessoas nos locais de trabalho e habitação em vez de se limitar a oferecer um novo D. Sebastião no próximo ciclo eleitoral; um lugar que respeita quem estuda, que reconhece quem se esforça por reflexões sérias mas onde não pode haver iluminados ou caudilhos (mesmo que caudilhos honestos e brilhantes). Deve haver porta-vozes, que palavra bonita, os portadores de uma voz colectiva, que respeitam e acarinham; que tenha orgulho em viver das quotas dos seus membros e não de qualquer tipo de dinheiro Estatal ou outro que ponha em causa a sua independência; que os partidos não podem ser um reflexo burocrático e competitivo da sociedade mas um espaço de solidariedade, onde a fraternidade tem que existir, sobretudo quando discordamos, porque um Partido onde todos dizem o mesmo de forma diferente não é um Partido, é uma seita, mesmo que tenha milhares de fiéis.
Um Partido, por último, que fale de salários mas também de amor – mudar o mundo não é lutar só pelo aumento do salário mínimo de 500 para 510 euros; é lutar para que todos possam ler um poema e compreendê-lo, que possam ir ao cinema e comprar um livro, que percam o medo de viver, afogados que estão na luta pela sobrevivência.
Se existir em Portugal um Partido assim dedicarei a ele tudo – um pedacinho de dramatismo na vida é essencial 🙂 – , se não existir não dedicarei um segundo, porque uma vida boa deve ser intensa, para o que podemos e para o que não podemos…

Entrada aberta a todos, informações neste link

https://www.facebook.com/events/904582842887044/?fref=ts

JUNTOS PODEMOS

Estamos a construir um movimento democrático em que as pessoas exercem o poder.
Convocamos uma Assembleia Cidadã para o dia 13 e 14 de Dezembro.
Juntos podemos garantir que só há democracia sem corrupção.
Juntos podemos dizer que temos o direito a escolher o modelo económico em que vivemos.
Juntos podemos construir uma verdadeira democracia em que o povo é quem mais ordena.
Começamos aqui um processo para construir um novo sujeito político. Uma força que afirma a democracia de todos contra o poder de muito poucos.
No dia 13 e 14 de Dezembro a palavra é tua. Juntos podemos.
Horários de funcionamento da Assembleia Cidadã e formas de funcionamento decididas nos plenários e reuniões abertas.

PROGRAMA

Juntos Podemos – Assembleia Cidadã, 13 e 14 Dezembro no ISPA.
Oficinas, discussões, plenário final.

DIA 13
– Oficinas auto-organizadas das 9.30 h – 13 h.

– PLENÁRIO/CONFERÊNCIA: NÃO HÁ DEMOCRACIA COM CORRUPÇÃO, 14h – 15.45 h
– Flávio Ferreira, CT do BES
– Joana Amaral Dias, Psicóloga
– José António Cerejo, jornalista
– Jesús Jurado, portavoz do Podemos de Sevilha
– Lúcia Gomes, jurista

– PLENÁRIO/CONFERÊNCIA: TEMOS O DIREITO DE ESCOLHER O MODELO ECONÓMICO SOB O QUAL VIVEMOS das 16 h às 17.45.
– Fernanda Rivas de Oliveira, antropóloga
– João Romão, economista
– Jorge Bateira, economista
– Raquel Varela, historiadora
– Rodrigo Fernandez ( Investigador holandês da SOMO).

Dia 14
– PLENÁRIO/CONFERÊNCIA: A DEMOCRACIA É DE TODOS, O POVO É QUEM MAIS ORDENA, das 11 horas às 13 horas.
– Carolina Bescansa, dirigente do Podemos
– João Rodrigues, economista
– José Neves, historiador
– Paula Gil, doutoranda em Ciência Política
– Nuno Ramos de Almeida, jornalista
Oficinas auto-organizadas, dia 13, das 9.30 h – 13 h
– “Vai-se a casa e fica a dívida?”, sessão sobre os problemas da Habitação – https://www.facebook.com/events/894077907271360/
Formas de chegar por transportes públicos:
CARRIS: 712 / 728 / 734 / 706 / 735 / 759 / 781 / 782
CP e Metro: Estação de Santa Apolónia

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5 thoughts on “Queremos, Podemos e Fazemos?

  1. Pingback: ASSEMBEIA CIDADÃ – Entre os partidos que queremos e aqueles que sonhamos importa que nasça aquele que precisamos | L´obéissance est morte

  2. Pingback: ASSEMBEIA CIDADÃ – Entre os partidos que temos e aqueles que sonhamos importa que nasça aquele que precisamos. | L´obéissance est morte

  3. Não estou convencido. Gostaria de ter visto debtido a relação Cidadão, Politico e Poder e a forma como estes tres elementos se relacionam. É que muitos cidadãos, transformam-se em Politicos, e com essa transformação adquirem poder, e este a acaba por os sedudir, aprender e corromper. Portanto meus caros apesar dos direitos que todos temos , das escolhas que fazemos, a questão , o problema fundamental, reside na forma como os eleitos se comportam. E aqui garantias naão temos de ninguém,
    Mas apesar de tudo Utopia é preciso.

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