Social Conflicts in the Portuguese Revolution 1974-1975

Foi publicado na Labour/Le Travail canadiana o artigo meu e da Joana Alcântara, Social Conflicts in the Portuguese Revolution 1974-1975. Este foi também o último número da prestigiada revista dirigida por 17 anos pelo magnífico historiador Bryan Palmer. Nele têm acesso aos dados de evolução do número de greves, ocupações, manifestações, que levantámos para o livro História do Povo na Revolução Portuguesa 1974-1975 (que aí foram publicados) e a partir dos quais propusemos mudar a periodização da revolução dos cravos, colocando as nacionalizações, o verão quente e o fim do IV Governo como consequência do controlo operário que se iniciou em Fevereiro de 1975 e a resposta ao 11 de Março spinolista como uma tentativa do Conselho da Revolução (uma solução semi bonapartista em que parte do MFA, do PCP e do PS tiveram um papel central) em travar este controlo operário. No artigo – e no livro – podem ser lidos também os números e factos que nos levam a concluir que os organismos de duplo poder se coordenaram com muito mais extensão do que até tinha sido colocado – em cidades como Setúbal atingiu mesmo a criação de um Estado-cidade paralelo, em que o Estado não tinha só, como no resto do país, que competir com o poder das comissões de trabalhadores, moradores e soldados mas com toda uma coordenação destas ao nível da cidade. Foi a falta desta coordenação ao nível nacional que impediu a resistência concertada ao golpe de 25 de Novembro de 1975.

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