Pensões Altas?

Hoje na intervenção que fiz na Antena 1 referi que as pensões desadequadas aos descontos podem ser identificadas 1 a 1, de tão poucas que são, e ser corrigidas. Para ser exacta, há 947 pessoas que ganham, nas pensões do regime geral, acima de 5000 euros, num universo de 1 milhão e 700 mil. Na Caixa Geral de Aposentações, há 5 700 pessoas que ganham reformas acima de 4000 euros, num universo de 475 000, quase meio milhão.
Criar plafonamentos ou tectos é totalmente artificial e atinge todos – é uma solução irresponsável porque quebra o contrato que o Estado fez com os contribuintes, e não resolve o cerne do problema. E o problema não são 2 milhões de meio de pensionistas mas 3 milhões de precários e de desempregados, que não descontam ou descontam muito abaixo do que seria necessário para manter o sistema equilibrado. Isso é um problema de facto, mas é um problema político e não demográfico.
Esta tese, da relação entre o trabalho precário e a segurança social, dos velhos com os novos, da relação da geração de Abril com os seus filhos (prolongamento dos filhos em casa, etc.,); expulsão dos mais velhos (45, 50 anos) do mercado de trabalho, desenvolvia-a no artigo A Eugenização da Força de Trabalho em Portugal, no livro que coordenei A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal (Bertrand, 2013). Não estão os artigos em acesso livre, mas estão exemplares nas duas bibliotecas da FCSH, no ISCTE, na F. Coimbra, na Uni Porto e nas 11 bibliotecas da rede ligadas à Biblioteca Nacional, incluindo no Palácio das Galveias.image1

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