O Banco bom e o Banco mau, numa visão literária do XIX

“Em Londres, durante um passeio, Richard Enfield narra a seu parente, o advogado Gabriel John Utterson, um estranho encontro com uma figura sinistra chamada Mr. Hyde. Utterson se preocupa, pois recentemente seu cliente, o respeitável médico Dr. Jekyll, tornou Hyde o beneficiário de seu testamento. O advogado consegue se encontrar com Hyde e fica impressionado com sua feiura. Após um jantar em casa de Jekyll, Utterson discute o assunto com o médico, mas este garante que está tudo sob controle e não precisa se preocupar.

Um ano depois Hyde espanca um homem até a morte com uma bengala que Utterson presenteara a Jekyll. Acontecimentos estranhos se sucedem, culminando com a reclusão de Jekyll em seu laboratório. O mordomo pede socorro a Utterson, e os dois arrombam a porta do laboratório. Lá encontram o corpo de Hyde usando as roupas de Jekyll, e uma carta deste explicando todo o mistério.

Jekyll, na tentativa de separar seu lado bom dos impulsos mais sombrios, descobre uma poção que o transforma periodicamente numa criatura sem quaisquer escrúpulos, Mr. Hyde. No início, Jekyll se deleita com a liberdade moral que tal ser possuía, mas com o tempo, o feitiço volta-se contra o feiticeiro, e ele perde o controle sobre as transformações. O estoque da poção se esgota, ele não consegue mais obter o ingrediente certo para recriá-la, e o médico sabe que da próxima vez em que se transformar no monstro não haverá mais volta”

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5 thoughts on “O Banco bom e o Banco mau, numa visão literária do XIX

  1. Simplesmente genial…os seus textos são de uma lucidez incrível,esta ”colagem” à novela gótico do R.Stevenson só está ao alcance de pessoas muito despertas. Adorei, obrigado.

  2. Estou a ver uma mente brilhante na sicn a referir que não se pode afirmar que os reguladores não estão capturados pelos regulados. Bem, a alternativa, pelo menos para mim, é pior. Como se compreende o papel do BdP se nao for num contexto de captura?

    • Estou a ver uma mente brilhante na sicn a referir que não se pode afirmar que os reguladores estão capturados pelos regulados. Bem, a alternativa, pelo menos para mim, é pior. Como se compreende o papel do BdP se nao for num contexto de captura?

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