Um Lugar na Guerra

Hoje tenho nas mãos, para uma aula, uma colecção de réplicas da propaganda inglesa dirigida às mulheres para recrutamento para a II Guerra Mundial. Mostram como difícil foi convencer as pessoas a irem trabalhar para a guerra. Um deles, intitulado, Um Lugar para a Mulher Agora – e o agora está destacado -, recruta-as para o exército dizendo que “já está provado que as raparigas e as mulheres podem fazer trabalhos tão importantes como os homens”. Segue-se a lista, original de trabalhos: motorista, telefonista, reparação e manutenção; assegura-se “bastante tempo livre” e, com detalhe, o salário, a protecção na saúde e condições laborais. “Não precisam de cortar o cabelo mas têm que o usar apanhado”. Tenho algumas dezenas de panfletos que reproduzem o original, cartões, cartazes, cartas, cartões de racionamento – todos dão uma imagem que o trabalho na guerra é um trabalho digno, divertido e com boas condições. Na Marinha o panfleto lembra que até se joga cricket e que se elas tomarem a decisão de ir para a Marinha encontrarão “uma maior harmonia nas relações homens/mulher”. Não foi fácil convencer os europeus a irem para a maior matança de sempre da história. E não foi só de um lado. Na Alemanha 3 milhões de alemães foram presos ao longo do regime nazi por se oporem à guerra.

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